lundi 8 février 2010

Claros Olhos Cegos

É às vezes, quando o coração engana a razão
Que nos damos conta de que nossos sentidos estão perdidos
E que não há nada a se fazer

Talvez se o meu coração parasse de bater,
não doeria tanto assim
Pois tudo um dia cabe, acabe
No suspiro que eu descobri.

Ah, viver a vida sem você
É algo como morrer
Caminhar sem olhar e cantar sem ouvir
É falar sem respirar, comer sem digerir
Porque eu entendi que és
A forma perfeita, a medida exata
Justa para mim.

Eulália Polifonética

Palavras que formam uma melodia
Harmonicamente arranjadas em frases
Que se ajustam sozinhas
Embebidas de uma sinfonia de pensamentos
- Em crise existencial.

A língua sem arcaismos
Sem erudição
Numa nossa polifonia poética
Da realidade sem conflitos
Sem complexos
Que faz do riso e da utopia
Uma forma de combate.

dimanche 7 février 2010

Páprica Doce

Nas planícies de trigo
Qualquer coisa que tiveres na cabeça
Além do consciente
Vácuo, tambor.
Sou tudo nada a parte
E me esqueço de tudo o que não é vivo

As árvores balançam ao vento
É estranho não conseguir pensar em qualquer coisa.
Vibração
Nada seria se não será, tem-se que ser, nascer, estar
De novo todo azul
Onde o ar esquece que é vital.