jeudi 9 décembre 2010

Agridoce

Entre un et un  autre jour
Au cours des tasses et des tasses de thé
Un agréable parfum de bergamote,
L'absence est d'autant plus palpable que jamais
Et la nostalgie de la fumée monte
Dans un jour de couleur orange .
Et pourtant, même quand il ya un monde de l'eau,
arômes et personnes, a pertuber le touche
Vous se fait encore sentir ici.

vendredi 26 novembre 2010

Doux-amer


Entre um dia e outro qualquer
Entre xícaras e xícaras de chá
De um agradável sabor de bergamota,
A ausência faz-se mais palpável que nunca
E a saudade se eleva da fumaça
De um dia cor de laranja.
E mesmo assim, mesmo quando há um mundo de águas
De pessoas e aromas interpondo-se ao toque
És ainda sentido aqui.

mardi 5 octobre 2010

São azuis.



Eram verdes, azuis, castanhos, cor de jabuticaba...cor de céu
Já não sei de quem eram, quais eram, mas eram seus, eram meus.
Olhos que me atormentam, ouçam o meu lamento
Por que estás tão longe assim? 
Esses olhos, que já não sei o que vêem, o que procuram
A quem levam gravado na retina...
Olhar que me inspira, não demores a voltar
Que só pela luz desses olhos seus eu consigo me orientar.

vendredi 20 août 2010

No fim sua alma era poema
Romanesca incurável
Falava de dores, de amores
De cheiros e cores
Era poeta afinal.
Escrevia às paredes
Listava seus inventários
Falava pelos cotovelos
Contava amigos imaginários
Enrolava-se às suas redes.
Na singela recordação
Acalentava o sono
Feita de poesia e imaginação
Era o que podia ser.


Mas em meio a outros era muda.

jeudi 19 août 2010

Quinta-feira

Embaixo do seu guarda-chuva verde
As palavras correm soltas, não fosse a língua presa.
Os pés molhados dentro do sapato marrom
Estão enrugados como a velha árvore.
Amanhã o tempo virá melhor.
Sobre os estilhaços das canções, dos refrões
Gastos de álcool e saliva
Cabe a vida num vidro
Numa tarde de quinta.

jeudi 5 août 2010

Porque a espera é infinita
Quando mesmo quista
Na busca errada que justifica qualquer erro cego.
Porque o azul é mais triste que o cinza
Que o branco desse céu
Eu nunca sei.
Então fico, depois de ter partido
E encontro seu gosto, suas cores
Tudo o que me quer em paz.
Então me entrego, exausta e suspensa
Às intenções aveludadas de saltos incalculados
Tudo o que o coração diz
À mente que não pensa.

lundi 5 avril 2010

Davi.

Tudo aqui é efêmero e breve
Somos breves.
E a ausência faz sentir passar o tempo
Do veneno mais forte e lento

Da vida esperada e perdida, de uma falha da esperança
Resta um pé de azaléia rosa
E a alegria envelhecida de criança.

lundi 15 mars 2010

O Dia da Alegria

Há dias que sinto que é só levantar o braço e tocar o céu
Tão próximo de mim está
Deleitando o toque de meus dedos em suas cores ocre
Em serenidade velada
Entre luz e fusco tudo há de ser breve
Como esse instante
A insônia, musa de olhos arregalados não me deixou dormir
Pus-me a observar então os vaga-lumes
Luzindo como rimas das estrelas.

mercredi 10 mars 2010

Erva-da-Graça

Quem quer bater em algum lugar qualquer
E esperar abrirem a porta
Entregando-te felicidade
É, pode ser que o choro seja só o riso de dentro
Que a lágrima sirva pra limpar
E que o sorriso meio amargo seja por causa da pasta de dente.


Mas, e se não for?
E se todas essas conjecturas juntas
Amargamente juntas e organizadas
Existirem pra acobertar o que não se deve saber
Ou sentir?
Acho que a esperança esqueceu de que pode voar, e pensa que só pode andar devagar assim.

lundi 8 février 2010

Claros Olhos Cegos

É às vezes, quando o coração engana a razão
Que nos damos conta de que nossos sentidos estão perdidos
E que não há nada a se fazer

Talvez se o meu coração parasse de bater,
não doeria tanto assim
Pois tudo um dia cabe, acabe
No suspiro que eu descobri.

Ah, viver a vida sem você
É algo como morrer
Caminhar sem olhar e cantar sem ouvir
É falar sem respirar, comer sem digerir
Porque eu entendi que és
A forma perfeita, a medida exata
Justa para mim.

Eulália Polifonética

Palavras que formam uma melodia
Harmonicamente arranjadas em frases
Que se ajustam sozinhas
Embebidas de uma sinfonia de pensamentos
- Em crise existencial.

A língua sem arcaismos
Sem erudição
Numa nossa polifonia poética
Da realidade sem conflitos
Sem complexos
Que faz do riso e da utopia
Uma forma de combate.

dimanche 7 février 2010

Páprica Doce

Nas planícies de trigo
Qualquer coisa que tiveres na cabeça
Além do consciente
Vácuo, tambor.
Sou tudo nada a parte
E me esqueço de tudo o que não é vivo

As árvores balançam ao vento
É estranho não conseguir pensar em qualquer coisa.
Vibração
Nada seria se não será, tem-se que ser, nascer, estar
De novo todo azul
Onde o ar esquece que é vital.

jeudi 21 janvier 2010

Un Coup de Dés

Vamos embora porque
No meu corpo já não cabe tanto desalento
E você me diz que está comigo
Para buscar o final de uma história macabra
Que nem sequer é minha

No meu corpo já não cabe tanto desamparo
E você quer voltar, se recuperar.
No meu corpo já não cabe tanto desalento
E você me fala de miolos aparecendo
Como se eu pudesse tolerar tanto impudor

Tanto desvelamento

Vamos embora porque

- Voltar pra casa é que eu não posso

vendredi 15 janvier 2010

La Abeille

Passeias entre  falanges
Leve, em precisos movimentos
Tu, que a tantos assustas
E que produz tão doce alimento
Que te fiz eu,
Para que te zangaste
Teu ferrão jaz em minha pele
M'abeille, te enganaste
Feriste a mão errada, perdeste tua razão
Eu nada aprendo, posto que nada te fiz
E agora morres, tristemente e em vão.

jeudi 14 janvier 2010

Tríades e Tétrades

Um universo além do que você sonhou
É apenas uma brisa leve
Que chegou para saudar a noite
Em uma estrela que caiu ao longe
Culpa de um vento ameno, que beijava as faces da lua
A noite persegue a tristeza que desliza
E uma doce melodia escorrega pelas mãos do infinito
Vindas e partidas, uma porção de amores falidos
Bebe agora o vinho destilado
De um coração que dói ao pulsar
O meu tempo não é mais o mesmo
E o seu corre no mesmo lugar
Mas nos olhos permanece o flagrante da imagem
Segue a vida em desalinho
Na cegueira da miragem.

mercredi 13 janvier 2010

Se fosse sereno...

Em uma história de manhã tão bela
De silêncio e ventar, de campos girando nuvem
Sopra o cheiro do café e do amanhã incerto
O tempo te faz tão grande, e tão pequeno ao mundo
Sopra o rumor de gente, do amor por perto

Filhos de um céu quase belo e profundo
e alto, que um dia te respiro
Sei que voce avança no amor
E sei que é duro, o ser mulher e o não saber
E se será futuro

Mas voce sabe espiar o coração
Sabe prender-me fundo
E eu que sinto o que é
Um sonho é quase tudo
A canção já não se escreve mais
Passará pela metade
Porque a viagem não tem fim
Até que o sonho acabe.